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    <title>Ana Paula Chaves :: Home Page</title>
    <description>Ana Paula Chaves :: Home Page</description>
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      <title>Números p-ádicos: Um universo de infinitos sistemas de números</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="p-ádicos" title="p-ádicos" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/p-%C3%A1dico.jpg?1606143519" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;No coração da Teoria dos Números da atualidade, os números p-ádicos nos proporcionam uma coletânea de infinitos sistemas de números, baseados em primos. Neste artigo, com tradução livre a partir de matéria na &lt;em&gt;Quanta Magazine, &lt;/em&gt;referenciada ao final do texto, o leitor irá encontrar uma introdução bastante intuitiva à esses "tipos" de números.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Os números racionais são os números mais "familiares": 1, -5, ½ e todos os outros valores que podem ser escritos como uma proporção de números inteiros positivos ou negativos. Mas ainda pode ser difícil trabalhar com eles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que eles contêm "buracos". Se você aumentar o zoom em uma sequência de números racionais, poderá se aproximar de um número que em si não é racional. Isso causa um "curto-circuito" em muitas ferramentas matemáticas básicas, como a maioria do cálculo. Os matemáticos geralmente resolvem esse problema organizando os racionais em uma linha e preenchendo as lacunas com números irracionais para criar um sistema numérico completo que chamamos de &lt;em&gt;números reais&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas existem outras maneiras de organizar os racionais e preencher as lacunas: &lt;em&gt;os números p-ádicos&lt;/em&gt;. Eles são uma coleção infinita de sistemas numéricos alternativos, cada um associado a um número primo único: os &lt;em&gt;2-ádicos, 3-ádicos, 5-ádicos&lt;/em&gt; e assim por diante. Os p-ádicos podem parecer bastante "estranhos". Nos 3-ádicos, por exemplo, o número &lt;em&gt;82&lt;/em&gt; está muito mais próximo de &lt;em&gt;1&lt;/em&gt; do que de&lt;em&gt; 81&lt;/em&gt;. Mas a estranheza é amplamente superficial: em um nível estrutural, os p-ádicos seguem todas as regras que os matemáticos desejam em um sistema numérico bem comportado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desenvolvidos há mais de um século, os números p-ádicos tornaram-se um ambiente essencial para investigar questões sobre números racionais que datam de milênios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia a matéria completa da &lt;em&gt;Quanta&lt;/em&gt; em inglês em:&lt;a href="https://www.quantamagazine.org/how-the-towering-p-adic-numbers-work-20201019/"&gt; https://www.quantamagazine.org/how-the-towering-p-adic-numbers-work-20201019/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Mon, 23 Nov 2020 11:57:14 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/136157-numeros-p-adicos-um-universo-de-infinitos-sistemas-de-numeros</link>
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      <title>Novo Resultado Estabelece Como Aproximar Números Como Pi</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="aproximação de pi" title="aproximação de pi" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/pi2.jpg?1567872745" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Os gregos antigos se perguntavam quando n&amp;uacute;meros "irracionais" podem ser aproximados por fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ao provar a duradoura conjectura de Duffin-Schaeffer, dois matem&amp;aacute;ticos forneceram uma resposta completa.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Os recessos profundos da linha num&amp;eacute;rica n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o proibitivos quanto parecem. Essa &amp;eacute; uma consequ&amp;ecirc;ncia de uma nova prova importante sobre como n&amp;uacute;meros complicados resultam em aproxima&amp;ccedil;&amp;otilde;es simples.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prova resolve um problema de quase 80 anos conhecido como conjectura de Duffin-Schaeffer. Ao faz&amp;ecirc;-lo, fornece uma resposta final para uma pergunta que preocupa os matem&amp;aacute;ticos desde os tempos antigos: sob que circunst&amp;acirc;ncias &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel representar n&amp;uacute;meros irracionais que duram para sempre - como pi - com fra&amp;ccedil;&amp;otilde;es simples, como 227? A prova estabelece que a resposta a essa pergunta muito geral se baseia no resultado de um &amp;uacute;nico c&amp;aacute;lculo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Existe um crit&amp;eacute;rio simples para saber se voc&amp;ecirc; pode aproximar praticamente todos os n&amp;uacute;meros ou praticamente nenhum n&amp;uacute;mero", disse James Maynard, da Universidade de Oxford, co-autor da prova com Dimitris Koukoulopoulos, da Universidade de Montreal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os matem&amp;aacute;ticos suspeitavam h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas que esse crit&amp;eacute;rio simples era a chave para entender quando boas aproxima&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis, mas eles nunca foram capazes de prov&amp;aacute;-lo. Koukoulopoulos e Maynard conseguiram faz&amp;ecirc;-lo somente depois de reimaginarem esse problema sobre n&amp;uacute;meros em termos de conex&amp;otilde;es entre pontos e linhas em um gr&amp;aacute;fico - uma dram&amp;aacute;tica mudan&amp;ccedil;a de perspectiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Eles tinham o que eu diria que era muita autoconfian&amp;ccedil;a, o que obviamente era justificado, para seguir o caminho que eles seguiram", disse Jeffrey Vaaler, da Universidade do Texas, Austin, que contribuiu com resultados importantes antes. Conjectura de Duffin-Schaeffer. "&amp;Eacute; um belo trabalho."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia a mat&amp;eacute;ria completa, em ingl&amp;ecirc;s, no site da Quanta: &lt;a href="https://www.quantamagazine.org/new-proof-settles-how-to-approximate-numbers-like-pi-20190814/"&gt;https://www.quantamagazine.org/new-proof-settles-how-to-approximate-numbers-like-pi-20190814/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Sat, 07 Sep 2019 13:17:10 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/119958-novo-resultado-estabelece-como-aproximar-numeros-como-pi</link>
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      <title>Por que a prova do último teorema de Fermat não precisa ser aprimorada</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="FLT" title="FLT" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/Fermat_2880x1550_Lede-2880x1550.jpg?1559654853" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;D&amp;eacute;cadas ap&amp;oacute;s a prova hist&amp;oacute;rica do &amp;Uacute;ltimo Teorema de Fermat, h&amp;aacute; muitas ideias para torn&amp;aacute;-la ainda mais "confi&amp;aacute;vel". Tais esfor&amp;ccedil;os refletem um profundo mal-entendido sobre o que torna a prova t&amp;atilde;o importante.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="//files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/Fermat_2880x1550_Lede-2880x1550.jpg" alt="FLT" width="557" height="300" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 23 de junho do ano passado, marcou o 25&amp;ordm; anivers&amp;aacute;rio do eletrizante an&amp;uacute;ncio de Andrew Wiles que ele havia provado o &amp;Uacute;ltimo Teorema de Fermat, resolvendo um problema de 350 anos, o mais famoso em matem&amp;aacute;tica. A tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em torno da prova de Wiles - os sete anos em que ele trabalhou sobre o problema em segredo, a lacuna na prova que apareceu poucos meses depois do an&amp;uacute;ncio de junho, a elegante solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o um ano depois em um artigo em conjunto escrito por Wiles com seu ex-aluno Richard Taylor e sua cavalaria em 2000 - entrou nos anais da lenda matem&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s o avan&amp;ccedil;o de Wiles, tornou-se comum ouvir falar de uma nova "idade de ouro" da matem&amp;aacute;tica, especialmente na Teoria dos N&amp;uacute;meros, o campo ao qual o problema de Fermat pertence. Os m&amp;eacute;todos introduzidos por Wiles e Taylor s&amp;atilde;o agora parte do conjunto de ferramentas dos te&amp;oacute;ricos dos n&amp;uacute;meros, que consideram a hist&amp;oacute;ria do UTF encerrada. Mas os te&amp;oacute;ricos dos n&amp;uacute;meros n&amp;atilde;o foram os &amp;uacute;nicos extasiados por essa hist&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lembrei-me disso inesperadamente em 2017, quando, no espa&amp;ccedil;o de poucos dias, dois l&amp;oacute;gicos, falando em dois continentes, aludiram a formas de refor&amp;ccedil;ar a prova do UTF - e relataram como alguns dos seus colegas ficaram surpreendidos com o facto de os te&amp;oacute;ricos dos n&amp;uacute;meros n&amp;atilde;o terem mostrado interesse em suas id&amp;eacute;ias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os l&amp;oacute;gicos falavam as l&amp;iacute;nguas de suas respectivas especialidades - teoria dos conjuntos e ci&amp;ecirc;ncia da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o te&amp;oacute;rica - na express&amp;atilde;o dessas id&amp;eacute;ias. As sugest&amp;otilde;es que eles fizeram foram intrinsecamente v&amp;aacute;lidas e podem algum dia dar origem a novas perguntas n&amp;atilde;o menos interessantes que as de Fermat. No entanto, ficou imediatamente claro para mim que essas quest&amp;otilde;es s&amp;atilde;o em grande parte irrelevantes para os te&amp;oacute;ricos dos n&amp;uacute;meros, e qualquer sugest&amp;atilde;o de que possa ser de outra forma reflete uma profunda incompreens&amp;atilde;o da natureza da prova de Wiles e dos objetivos da teoria dos n&amp;uacute;meros como um todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As ra&amp;iacute;zes desse equ&amp;iacute;voco podem ser encontradas na simplicidade da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do UTF, que &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel por grande parte do seu apelo: Se &lt;em&gt;n&lt;/em&gt; &amp;eacute; um n&amp;uacute;mero inteiro positivo maior que 2, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel encontrar tr&amp;ecirc;s n&amp;uacute;meros positivos &lt;em&gt;a, b&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;c&lt;/em&gt; tais que&amp;nbsp;&lt;em&gt;a&lt;sup&gt;n&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;+&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;b&lt;sup&gt;n&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;=&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;c&lt;sup&gt;n&amp;nbsp;&lt;/sup&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso contrasta nitidamente com o que acontece quando n &amp;eacute; igual a 2: todos que estudaram geometria euclidiana lembrar&amp;atilde;o que 3&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; + 4&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; = 5&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;, que 5&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; + 12&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; = 13&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; e assim por diante (a lista &amp;eacute; infinita). Nos &amp;uacute;ltimos s&amp;eacute;culos, os matem&amp;aacute;ticos repetidamente tentaram explicar esse contraste, fracassando a cada vez, mas deixando ramos inteiros da matem&amp;aacute;tica em seu rastro. Esses ramos incluem grandes &amp;aacute;reas da Teoria dos N&amp;uacute;meros moderna que Wiles utilizou para sua solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o bem-sucedida, bem como muitas das ideias fundamentais em todas as partes da ci&amp;ecirc;ncia tocadas pela matem&amp;aacute;tica. No entanto, ningu&amp;eacute;m antes de Wiles conseguiu fundamentar a reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o original de Fermat.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O cientista da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tinha estado recentemente animado para aprender sobre o progresso na verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o automatizada de provas, uma tentativa ambiciosa de implementar a abordagem formalista da matem&amp;aacute;tica na pr&amp;aacute;tica. Para os &lt;em&gt;formalistas&lt;/em&gt;, uma prova matem&amp;aacute;tica &amp;eacute; uma lista de declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es que atendem a requisitos estritos:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es no topo da lista devem envolver apenas no&amp;ccedil;&amp;otilde;es que s&amp;atilde;o universalmente aceitas. Na interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais estrita, estes s&amp;atilde;o limitados aos axiomas da teoria formal dos conjuntos, tipicamente o sistema formal conhecido como ZFC - abrevia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;ldquo;Zermelo-Fraenkel, mais escolha&amp;rdquo;. Isto &amp;eacute; totalmente impratic&amp;aacute;vel, ent&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m podemos incluir teoremas que t&amp;ecirc;m j&amp;aacute; foi provado - por exemplo, UTF para n = 4, que o pr&amp;oacute;prio Fermat j&amp;aacute; provou no s&amp;eacute;culo XVII.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Cada declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser obtida aplicando as regras de dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;oacute;gica &amp;agrave;s declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es precedentes.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Finalmente, o teorema comprovado deve aparecer como a &amp;uacute;ltima declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica matem&amp;aacute;tica foi desenvolvida com a esperan&amp;ccedil;a de colocar a matem&amp;aacute;tica em alicerces firmes - como um sistema axiom&amp;aacute;tico, livre de contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que poderia impedir que o racioc&amp;iacute;nio ca&amp;iacute;sse em incoer&amp;ecirc;ncia. Embora o trabalho de Kurt G&amp;ouml;del tenha revelado que essa esperan&amp;ccedil;a &amp;eacute; quim&amp;eacute;rica, muitos fil&amp;oacute;sofos da matem&amp;aacute;tica, bem como alguns l&amp;oacute;gicos (uma minoria pequena, mas vocal), ainda consideram o ZFC e os requisitos listados acima como um tipo de constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a matem&amp;aacute;tica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia a mat&amp;eacute;ria na &amp;iacute;ntegra no link: &lt;a href="https://www.quantamagazine.org/why-the-proof-of-fermats-last-theorem-doesnt-need-to-be-enhanced-20190603/"&gt;https://www.quantamagazine.org/why-the-proof-of-fermats-last-theorem-doesnt-need-to-be-enhanced-20190603/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Tue, 04 Jun 2019 10:42:19 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/117133-por-que-a-prova-do-ultimo-teorema-de-fermat-nao-precisa-ser-aprimorada</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Matemáticos descobrem o método perfeito para multiplicar números grandes</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="multipl" title="multipl" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/Multiplication_520x292.jpg?1558467058" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ao dividir n&amp;uacute;meros grandes em n&amp;uacute;meros menores, os pesquisadores reescreveram um limite fundamental de velocidade matem&amp;aacute;tica.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Quatro mil anos atr&amp;aacute;s, os babil&amp;ocirc;nios inventaram a multiplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Este ano, os matem&amp;aacute;ticos aperfei&amp;ccedil;oaram-no.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 18 de mar&amp;ccedil;o, dois pesquisadores descreveram o m&amp;eacute;todo mais r&amp;aacute;pido j&amp;aacute; descoberto para multiplicar dois n&amp;uacute;meros muito grandes. O documento marca a culmina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma longa pesquisa para encontrar o procedimento mais eficiente para realizar uma das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais b&amp;aacute;sicas em matem&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Todo mundo pensa basicamente que o m&amp;eacute;todo que voc&amp;ecirc; aprende na escola &amp;eacute; o melhor, mas na verdade &amp;eacute; uma &amp;aacute;rea ativa de pesquisa", disse Joris van der Hoeven, matem&amp;aacute;tico do Centro Nacional Franc&amp;ecirc;s de Pesquisa Cient&amp;iacute;fica e um dos co-autores. .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A complexidade de muitos problemas computacionais, desde calcular novos d&amp;iacute;gitos de pi at&amp;eacute; encontrar grandes n&amp;uacute;meros primos, se resume &amp;agrave; velocidade de multiplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Van der Hoeven descreve seu resultado como uma esp&amp;eacute;cie de limite matem&amp;aacute;tico de velocidade para a rapidez com que muitos outros tipos de problemas podem ser resolvidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Na f&amp;iacute;sica, voc&amp;ecirc; tem constantes importantes, como a velocidade da luz, que permitem descrever todos os tipos de fen&amp;ocirc;menos", disse van der Hoeven. &amp;ldquo;Se voc&amp;ecirc; quiser saber com que velocidade os computadores podem resolver certos problemas matem&amp;aacute;ticos, a multiplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;meros inteiros aparece como um tipo de tijolo b&amp;aacute;sico de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao qual voc&amp;ecirc; pode expressar esse tipo de velocidade.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A maioria das pessoas aprende a multiplicar-se da mesma maneira. N&amp;oacute;s empilhar dois n&amp;uacute;meros, multiplicar cada d&amp;iacute;gito no n&amp;uacute;mero inferior por cada d&amp;iacute;gito no n&amp;uacute;mero superior e fazer adi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no final. Se voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; multiplicando dois n&amp;uacute;meros de dois d&amp;iacute;gitos, acaba realizando quatro multiplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es menores para produzir um produto final.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escola prim&amp;aacute;ria ou o m&amp;eacute;todo de "transporte" exige cerca de n&amp;sup2; etapas, em que n &amp;eacute; o n&amp;uacute;mero de d&amp;iacute;gitos de cada um dos n&amp;uacute;meros que voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; multiplicando. Portanto, n&amp;uacute;meros de tr&amp;ecirc;s d&amp;iacute;gitos exigem nove multiplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, enquanto n&amp;uacute;meros de 100 d&amp;iacute;gitos exigem 10.000 multiplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O m&amp;eacute;todo de transporte funciona bem para n&amp;uacute;meros com apenas alguns d&amp;iacute;gitos, mas &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil quando estamos multiplicando n&amp;uacute;meros com milh&amp;otilde;es ou bilh&amp;otilde;es de d&amp;iacute;gitos (que &amp;eacute; o que os computadores fazem para calcular com precis&amp;atilde;o pi ou como parte da pesquisa mundial de primos grandes) . Para multiplicar dois n&amp;uacute;meros com 1 bilh&amp;atilde;o de d&amp;iacute;gitos, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio 1 bilh&amp;atilde;o de quadrados, ou 1018 multiplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que levaria um computador moderno por volta dos 30 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante mil&amp;ecirc;nios, foi amplamente assumido que n&amp;atilde;o havia maneira mais r&amp;aacute;pida de se multiplicar. Ent&amp;atilde;o, em 1960, o matem&amp;aacute;tico russo Anatoly Karatsuba, de 23 anos de idade, realizou um semin&amp;aacute;rio liderado por Andrey Kolmogorov, um dos grandes matem&amp;aacute;ticos do s&amp;eacute;culo XX. Kolmogorov afirmou que n&amp;atilde;o havia procedimento geral para fazer multiplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que exigisse menos de n&amp;sup2; etapas. Karatsuba pensou que havia - e depois de uma semana de busca, ele encontrou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O m&amp;eacute;todo de Karatsuba envolve dividir os d&amp;iacute;gitos de um n&amp;uacute;mero e recombin&amp;aacute;-los de uma maneira inovadora que permite substituir um pequeno n&amp;uacute;mero de adi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e subtra&amp;ccedil;&amp;otilde;es por um grande n&amp;uacute;mero de multiplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O m&amp;eacute;todo economiza tempo porque a adi&amp;ccedil;&amp;atilde;o leva apenas 2n etapas, ao contr&amp;aacute;rio das n&amp;sup2; etapas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia a mat&amp;eacute;ria completa, em ingl&amp;ecirc;s, aqui: https://www.quantamagazine.org/mathematicians-discover-the-perfect-way-to-multiply-20190411/&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Tue, 21 May 2019 16:33:24 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/116749-matematicos-descobrem-o-metodo-perfeito-para-multiplicar-numeros-grandes</link>
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      <title>Brasil conquista ouro inédito na EGMO</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Equipe Brasileira na EGMO 2019" title="Equipe Brasileira na EGMO 2019" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/EGMO2019.jpg?1555090871" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;A&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://impa.br/noticias/equipe-feminina-disputa-em-kiev-olimpiada-de-matematica/"&gt;equipe brasileira&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;na 8&amp;ordf;&amp;nbsp;European Girls&amp;rsquo; Mathematical Olympiad (EGMO) retorna ao pa&amp;iacute;s este fim de semana com um ouro in&amp;eacute;dito. O grupo conquistou tamb&amp;eacute;m dois bronzes na olimp&amp;iacute;ada, iniciada no &amp;uacute;ltimo domingo, em Kiev, Ucr&amp;acirc;nia. A trajet&amp;oacute;ria do Brasil em tr&amp;ecirc;s anos de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o soma agora dez premia&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;ndash; 9 medalhas e uma men&amp;ccedil;&amp;atilde;o honrosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Formada por Ana Beatriz Cavalcante Pires de Castro Studart, 17, de Fortaleza (CE); Bruna Arisa Shoji Nakamura, 16, de Indaiatuba (SP); Mariana Bigolin Groff, 17, de Frederico Westphalen (RS); e Maria Clara de Lacerda Werneck, 17, do Rio de Janeiro (RJ), a equipe do Brasil ficou em 20&amp;ordm; lugar no ranking desta edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da EGMO, que reuniu representantes de 49 pa&amp;iacute;ses. O time foi liderado por Deborah Barbosa Alves, de S&amp;atilde;o Paulo (SP), e vice-liderado por Luize Mello D&amp;rsquo; Urso Vianna, do Rio de Janeiro (RJ).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A medalha de ouro foi conquistada por Mariana, que marcou 31 dos 42 pontos poss&amp;iacute;veis e ficou na 14&amp;ordf; coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre as 196 competidoras da EGMO. Veterana na competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ela integra o time do Brasil desde 2017, quando o IMPA passou a financiar a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pa&amp;iacute;s nesta olimp&amp;iacute;ada. Este ano, a ida da equipe foi bancada pelo instituto, pela Sociedade Brasileira de Matem&amp;aacute;tica (SBM) e pelas escolas das estudantes.&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;Ganhadora contumaz de medalhas em competi&amp;ccedil;&amp;otilde;es nacionais e internacionais de conhecimento, especialmente Matem&amp;aacute;tica &amp;ndash; foi seis vezes premiada na Olimp&amp;iacute;ada Brasileira de Matem&amp;aacute;tica das Escolas P&amp;uacute;blicas (OBMEP) -, a ga&amp;uacute;cha tem uma trajet&amp;oacute;ria ascendente na EGMO. Come&amp;ccedil;ou em 2017, com um bronze, quando ficou na 62&amp;ordf; coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o; depois ganhou prata (35&amp;ordf; coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e, este ano, trouxe o ouro in&amp;eacute;dito.&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A cearense Ana Beatriz tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; veterana na competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Participou pela primeira vez no ano passado e trouxe uma prata. Agora, conquistou um bronze, assim como a carioca Maria Clara, estreante na EGMO.&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;Diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana comemorou o resultado: &amp;ldquo;O IMPA vem priorizando a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil desde 2017, e os resultados alcan&amp;ccedil;ados pelas meninas s&amp;atilde;o uma enorme alegria para n&amp;oacute;s. Todas est&amp;atilde;o de parab&amp;eacute;ns, especialmente a Mariana por trazer este ouro in&amp;eacute;dito para o Brasil.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Fri, 12 Apr 2019 14:42:39 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/115748-brasil-conquista-ouro-inedito-na-egmo</link>
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      <title>Problema da soma de três cubos resolvido para o "teimoso" número 33</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="cube" title="cube" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/cubosnews.jpg?1553700608" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Um te&amp;oacute;rico de n&amp;uacute;meros, prod&amp;iacute;gio da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, encontrou uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para 33 = x&amp;sup3; + y&amp;sup3; + z&amp;sup3;, uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito estudada que ficou sem solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o por 64 anos.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Os matem&amp;aacute;ticos sempre se perguntaram se &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel expressar o n&amp;uacute;mero 33 como a soma de tr&amp;ecirc;s cubos - ou seja, se a equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o 33 = x&amp;sup3; + y&amp;sup3; + z&amp;sup3; tem uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eles sabiam que 29 poderia ser escrito como 3&amp;sup3; + 1&amp;sup3; + 1&amp;sup3;, por exemplo, enquanto 32 n&amp;atilde;o pode ser escrito como a soma de tr&amp;ecirc;s inteiros cada um elevado &amp;agrave; terceira pot&amp;ecirc;ncia. Mas o caso 33 ficou sem solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o por 64 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, Andrew Booker, um matem&amp;aacute;tico da Universidade de Bristol, finalmente resolveu: Ele descobriu que (8.866.128.975.287.528) &amp;sup3; + (&amp;ndash;8.778.405.442.862.239) &amp;sup3; + (&amp;ndash;2.736.111.468.807.040) &amp;sup3; = 33.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Booker encontrou este estranho trio de inteiros de 16 d&amp;iacute;gitos, inventando um novo algoritmo de busca para separ&amp;aacute;-los de quatrilh&amp;otilde;es de possibilidades. O algoritmo foi executado em um supercomputador da universidade por tr&amp;ecirc;s semanas seguidas. (Ele diz que acha que levaria seis meses, mas uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o "apareceu antes que eu esperasse".) Quando a not&amp;iacute;cia de sua solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou &amp;agrave; Internet no in&amp;iacute;cio deste m&amp;ecirc;s, os te&amp;oacute;ricos dos n&amp;uacute;meros e os entusiastas da matem&amp;aacute;tica estavam cheios de entusiasmo. De acordo com um v&amp;iacute;deo Numberphile sobre a descoberta, o pr&amp;oacute;prio Booker literalmente pulou de alegria em seu escrit&amp;oacute;rio quando descobriu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que essa alegria? Parte disso &amp;eacute; a simples dificuldade de encontrar tal solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Desde 1955, os matem&amp;aacute;ticos usaram os computadores mais poderosos que podem obter para pesquisar a reta num&amp;eacute;rica por trios de inteiros que satisfazem a equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;soma de tr&amp;ecirc;s cubos&amp;rdquo; k = x&amp;sup3; + y&amp;sup3; + z&amp;sup3;, onde k &amp;eacute; um n&amp;uacute;mero inteiro. &amp;Agrave;s vezes as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o f&amp;aacute;ceis, como acontece com k = 29; outras vezes, sabe-se que uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o existe, como acontece com todos os n&amp;uacute;meros inteiros que deixam para tr&amp;aacute;s um resto de 4 ou 5 quando dividido por 9, como o n&amp;uacute;mero 32.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, geralmente, as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o &amp;ldquo;n&amp;atilde;o triviais&amp;rdquo;. Nesses casos, o trio de inteiros em cubos - como (114.844.365) &amp;sup3; + (110.902.301) &amp;sup3; + (&amp;ndash;142.254.840) &amp;sup3;, que equivale a 26 - parece mais um bilhete de loteria do que qualquer coisa previs&amp;iacute;vel. estrutura. Por ora, a &amp;uacute;nica maneira de os te&amp;oacute;ricos de n&amp;uacute;meros descobrirem essas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; jogar a &amp;ldquo;loteria&amp;rdquo; matem&amp;aacute;tica repetidas vezes, usando a for&amp;ccedil;a bruta da pesquisa assistida por computador para experimentar diferentes combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es de inteiros em cubos e esperar por uma &amp;ldquo;vit&amp;oacute;ria&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas mesmo com computadores cada vez mais poderosos e algoritmos mais eficientes lan&amp;ccedil;ados contra o problema, alguns n&amp;uacute;meros inteiros recusaram-se obstinadamente a obter ingressos vencedores. E 33 foi um caso especialmente teimoso: at&amp;eacute; que Booker encontrou sua solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era um dos dois inteiros restantes abaixo de 100 (excluindo aqueles para os quais as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es definitivamente n&amp;atilde;o existem) que ainda n&amp;atilde;o podiam ser expressos como uma soma de tr&amp;ecirc;s cubos. . Com 33 fora do caminho, o &amp;uacute;nico remanescente &amp;eacute; 42.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A raz&amp;atilde;o pela qual demorou tanto tempo para encontrar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para 33 &amp;eacute; que pesquisar o suficiente at&amp;eacute; a linha num&amp;eacute;rica - at&amp;eacute; 1016, ou dez quadrilh&amp;otilde;es, e at&amp;eacute; os inteiros negativos - para o trio num&amp;eacute;rico correto era computacionalmente impratic&amp;aacute;vel, at&amp;eacute; que Booker inventou seu algoritmo. "Ele n&amp;atilde;o apenas executou essa coisa em um computador maior em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os computadores de 10 anos atr&amp;aacute;s - ele encontrou uma maneira genuinamente mais eficiente de localizar as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es", disse Tim Browning, um te&amp;oacute;rico de n&amp;uacute;meros do Instituto de Ci&amp;ecirc;ncia e Tecnologia da &amp;Aacute;ustria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algoritmos anteriores "n&amp;atilde;o sabiam o que estavam procurando", explicou Booker; eles poderiam pesquisar eficientemente um dado intervalo de inteiros para solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para k = x&amp;sup3; + y&amp;sup3; + z&amp;sup3; para qualquer n&amp;uacute;mero inteiro k, mas eles n&amp;atilde;o eram capazes de mirar em um espec&amp;iacute;fico, como k = 33. O algoritmo de Booker poderia, e assim funciona &amp;ldquo;Talvez 20 vezes mais r&amp;aacute;pido, em termos pr&amp;aacute;ticos&amp;rdquo;, ele disse, do que algoritmos que adotam uma abordagem n&amp;atilde;o direcionada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia a mat&amp;eacute;ria completa no link abaixo.&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Wed, 27 Mar 2019 12:30:21 -0300</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/115178-problema-da-soma-de-tres-cubos-resolvido-para-o-teimoso-numero-33</link>
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      <title>No universo das equações, praticamente todas são "primas"</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="primepoly" title="primepoly" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/primepoly.jpg?1549887838" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como n&amp;uacute;meros, nem sempre podem ser divididas em elementos mais simples. Pesquisadores j&amp;aacute; provaram que tais equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;ldquo;primas&amp;rdquo; se tornam onipresentes &amp;agrave; medida que as equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es se tornam "maiores".&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros primos recebem todo o "amor". Eles s&amp;atilde;o as estrelas de in&amp;uacute;meras hist&amp;oacute;rias populares e aparecem nos mais c&amp;eacute;lebres problemas em aberto da matem&amp;aacute;tica. Mas h&amp;aacute; outro fen&amp;ocirc;meno matem&amp;aacute;tico que &amp;eacute; quase t&amp;atilde;o fundamental quanto, mas recebe muito menos aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o: equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es primas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas s&amp;atilde;o equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es - em particular, equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es polinomiais - que n&amp;atilde;o podem ser divididas por outras equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Como n&amp;uacute;meros primos, eles est&amp;atilde;o no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma ampla gama de &amp;aacute;reas de pesquisa em matem&amp;aacute;tica. Para muitos problemas espec&amp;iacute;ficos, se voc&amp;ecirc; puder entender algo sobre as principais equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, descobrir&amp;aacute; que respondeu &amp;agrave; pergunta que realmente resolveu resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Quando temos uma pergunta, podemos reduzi-la a algum conhecimento sobre n&amp;uacute;meros primos", disse Lior Bary-Soroker, da Universidade de Tel Aviv. "Exatamente a mesma coisa acontece com polin&amp;ocirc;mios."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim como nos n&amp;uacute;meros primos, a coisa mais b&amp;aacute;sica a se saber sobre as equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es primas &amp;eacute;: com que frequ&amp;ecirc;ncia elas ocorrem? No &amp;uacute;ltimo ano, os matem&amp;aacute;ticos fizeram progressos consider&amp;aacute;veis ​​na resposta a essa quest&amp;atilde;o. Em um artigo publicado no final de outubro, Emmanuel Breuillard e P&amp;eacute;ter Varj&amp;uacute;, da Universidade de Cambridge, provaram que virtualmente todas as equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de um certo tipo s&amp;atilde;o primas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso significa que, ao contr&amp;aacute;rio dos n&amp;uacute;meros primos, que s&amp;atilde;o escassos, as equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es primas s&amp;atilde;o abundantes. O novo artigo resolve uma conjectura de 25 anos e tem implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em todos os lugares, desde a criptografia on-line at&amp;eacute; a matem&amp;aacute;tica da aleatoriedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para conferir a mat&amp;eacute;ria da Quanta na &amp;iacute;ntegra, acesse:&amp;nbsp;&lt;br /&gt;https://www.quantamagazine.org/in-the-universe-of-equations-virtually-all-are-prime-20181210/&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Mon, 11 Feb 2019 10:24:34 -0200</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/113676-no-universo-das-equacoes-praticamente-todas-sao-primas</link>
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      <title>Um Movimento para acabar com a disparidade entre gêneros na Matemática</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="CA" title="CA" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/CarolinaAraujo_2880x1750-2880x1750.jpg?1548419838" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Carolina Ara&amp;uacute;jo (IMPA), falou &amp;agrave;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Quanta Magazine&lt;/em&gt; sobre sua jornada como uma das l&amp;iacute;deres no movimento mundial de mulheres na matem&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Entrevista completa:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.quantamagazine.org/carolina-araujo-is-building-a-network-of-women-in-mathematics-20190122/"&gt;https://www.quantamagazine.org/carolina-araujo-is-building-a-network-of-women-in-mathematics-20190122/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Fri, 25 Jan 2019 10:41:18 -0200</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/113291-um-movimento-para-acabar-com-a-disparidade-entre-generos-na-matematica</link>
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      <title>Sir Michael Atiyah, ganhador da Medalha Fields e Prêmio Abel, falece aos 89 anos</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Atiyah rip" title="Atiyah rip" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/_105159760_atiyah.jpg?1547688354" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Matem&amp;aacute;tico, que deu grandes contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a Geometria e Topologia, faleceu na &amp;uacute;ltima sexta-feira (11 de janeiro de 2019).&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Sir&amp;nbsp;Michael Atiyah, a former Professor and Member at the Institute for Advanced Study, passed away on the morning of January 11, at the age of 89. As one of the world&amp;rsquo;s most revered mathematicians, Atiyah produced work that has served as an inspiration to scholars around the globe, from his first major contribution&amp;mdash;topological K-theory&amp;mdash;to advances in quantum field theory.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atiyah was the recipient of a Fields Medal, the Abel Prize, and the American Philosophical Society&amp;rsquo;s Benjamin Franklin Medal, among many other honors. Former President of the Royal Society and the Royal Society of Edinburgh, Atiyah was most recently an Honorary Professor in the School of Mathematics at the University of Edinburgh.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atiyah joined the Institute as a Member in 1955 with subsequent terms in 1956, 1959&amp;ndash;60, 1967&amp;ndash;68, 1975, and 1987. He was a Professor in the School of Mathematics from 1969&amp;ndash;72. His other positions include Savilian Professor of Geometry at the University of Oxford, Master of Trinity College at the University of Cambridge, founding Director of the Isaac Newton Institute for Mathematical Sciences, and Chancellor of the University of Leicester.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sir Michael Atiyah was a dear mentor, friend, and role model, unmatched in intellect and energy,&amp;rdquo; said Robbert Dijkgraaf, Institute Director and Leon Levy Professor. &amp;ldquo;His legacy in mathematics and physics will last forever. His passing is a terrible loss, and we extend our deepest condolences to his family. He will be greatly missed by friends and colleagues around the world. In celebration of his spirit, we share Michael&amp;rsquo;s poem &amp;lsquo;Dreams&amp;rsquo;.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;In the broad light of day mathematicians check their equations and their proofs,&lt;br /&gt;leaving no stone unturned in their search for rigour. But, at night, under the full moon,&lt;br /&gt;they dream, they float among the stars and wonder at the mystery of the heavens: they are inspired. Without dreams there is no art, no mathematics, no life.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Wed, 16 Jan 2019 23:29:22 -0200</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/113067-sir-michael-atiyah-ganhador-da-medalha-fields-e-premio-abel-falece-aos-89-anos</link>
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      <title>Poderia a Matemática resolver o problema das fake news eleitorais?</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="fakenews" title="fakenews" src="http://apchaves.ime.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/960/o/fakenews.jpeg?1542153856" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas nos EUA, rumores de uma elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral no Reino Unido no inverno e um poss&amp;iacute;vel segundo referendo sobre o Brexit, matem&amp;aacute;ticos da Universidade de Surrey e AXA Su&amp;iacute;&amp;ccedil;a produziram um modelo matem&amp;aacute;tico que detalha o impacto das&amp;nbsp;&amp;nbsp;fake news&amp;nbsp;&amp;nbsp;sobre comportamento de voto.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em um artigo publicado no arXiv, o Prof. Dorje Brody e o Dr. David Meier deram uma defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o matem&amp;aacute;tica para as &lt;em&gt;fake news&lt;/em&gt;, que eles esperam dar aos parlamentares a clareza necess&amp;aacute;ria para combat&amp;ecirc;-la. Os pesquisadores tamb&amp;eacute;m introduziram um modelo que pode ser usado para conduzir an&amp;aacute;lises abrangentes de cen&amp;aacute;rios e estudos de impacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Brody e Meier apresentam abordagens para modelar e categorizar diferentes tipos de eleitores com base em como lidam com as fake news. Talvez o resultado mais surpreendente seja que um grau de consci&amp;ecirc;ncia e sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; suficiente para mitigar o impacto de fake news, mesmo que as pessoas n&amp;atilde;o possam dizer exatamente quais not&amp;iacute;cias s&amp;atilde;o falsas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;A dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o deliberada (fake news) pode ser melhor compreendida no contexto da teoria da comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Brody e Meier perceberam que elas podem ser modeladas na forma de &lt;em&gt;ru&amp;iacute;do tendencioso&lt;/em&gt; - em contraste com o &lt;em&gt;ru&amp;iacute;do nos canais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt; convencionais, que &amp;eacute; imparcial. Com seu modelo, agora &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel fazer perguntas quantitativas como: Qual &amp;eacute; a probabilidade de mudan&amp;ccedil;a no resultado da elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o se as fake news forem divulgadas com certa frequ&amp;ecirc;ncia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Dorje Brody, professor de matem&amp;aacute;tica na Universidade de Surrey, disse: "Estamos vivendo um tempo sem precedentes onde a desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alimentada por sua velocidade de dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o na internet, est&amp;aacute; se tornando um perigo real para os processos democr&amp;aacute;ticos. Nossos modelos podem guiar o caminho para o planejamento estrat&amp;eacute;gico para combater os impactos de not&amp;iacute;cias falsas. Mas lembre-se, o modelo tamb&amp;eacute;m permite que aqueles que desejam disseminar a desinforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o otimizem suas estrat&amp;eacute;gias, algo que eles n&amp;atilde;o poderiam ter feito anteriormente sem isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;"Nossos legisladores ter&amp;atilde;o que agir rapidamente para tratar dessa quest&amp;atilde;o, mas infelizmente aqueles que desejam atacar a democracia tendem a ser mais motivados do que aqueles que desejam defend&amp;ecirc;-la. Dito isto, o quadro para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um estudo aprofundado do mecanismo de not&amp;iacute;cias falsas est&amp;aacute; agora dispon&amp;iacute;vel, e estou otimista de que, seguindo essa linha de pesquisa, podemos manter a vantagem se o governo puder ser convencido a se envolver em pesquisas desse tipo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O Dr. David Meier da AXA Su&amp;iacute;&amp;ccedil;a disse: "A efici&amp;ecirc;ncia geral com a qual se poderia, em princ&amp;iacute;pio, mitigar o impacto de not&amp;iacute;cias falsas, descoberto em nosso trabalho, foi uma surpresa para n&amp;oacute;s. A sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria para isso provavelmente vai al&amp;eacute;m do que o O p&amp;uacute;blico em geral &amp;eacute; capaz de lidar, e isso tem implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pol&amp;iacute;ticas.No n&amp;iacute;vel mais geral, nosso trabalho tamb&amp;eacute;m destaca a import&amp;acirc;ncia da modelagem matem&amp;aacute;tica para as faces da nossa sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <author>Ana Paula Chaves</author>
      <pubDate>Tue, 13 Nov 2018 22:06:02 -0200</pubDate>
      <link>https://apchaves.ime.ufg.br/n/111706-poderia-a-matematica-resolver-o-problema-das-fake-news-eleitorais</link>
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